Supera os 7 milhões o número de empreendedores adeptos ao MEI

Alguns dos levantamentos específicos realizados pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas vêm revelando a crescente adesão de trabalhadores informais brasileiros a formalização através do MEI – Microempreendedor Individual. Em pesquisa recém-divulgada pelo órgão, em nove anos o país contou com a formalização de mais de 7,5 milhões de empreendedores atuantes nos mais variados segmentos de mercado.

A formalização oferece inúmeros benefícios ao empreendedor. Com a legalização do negócio é permitido ao microempreendedor emitir nota fiscal, conseguir maquininhas de cartão para a realização de vendas, participar de licitações públicas, adquirir maior facilidade para empréstimos e descontos na compra de insumos e matéria-prima. Além disso, o pagamento mensal da contribuição permite que o MEI se torne segurado da Previdência Social do INSS conseguindo o direito de receber aposentadoria, e, se necessário, salário-maternidade e auxílio-saúde.

Até 2017, a principal exigência para o enquadramento no MEI era ter um faturamento máximo de R$60 mil anual. Já para o ano de 2018, o Comitê Gestor do Simples Nacional decidiu que o valor limite de rendimento não deverá ultrapassar o valor de R$81 mil ao ano.

Outro levantamento importante efetuado pelo Sebrae em parceria com a MindMiners (empresa especializada em pesquisa digital) revelou que, nos últimos três anos e meio, cerca de 11,1 milhões de empresas foram abertas por necessidade. Segundo o Serasa Experian de Nascimento de Empresas “O empreendedorismo de necessidade segue pautando a criação de novas empresas o País”, sendo a abertura de negócios uma alternativa para aqueles que buscam novas fontes de renda para seu sustento.

Em janeiro de 2017 foi contabilizado o “nascimento oficial” de 159.522 microempreendedores individuais, mais de 16% sobre o mesmo período de 2016.

Um dos indicadores mensurados pelo Serasa Experian mostrou que em sete anos a formalização do microempreendedor individual no Brasil passou de 25,5% registrado em janeiro de 2010, para 82,1% na última pesquisa.