A conta de luz com a bandeira tarifária máxima não será suficiente para bancar o custo de energia gasto pelas distribuidoras

De acordo com o presidente da associação que responde pelos investidores desse segmento, a elevação do valor cobrado da tarifa máxima da conta de energia, não irá ser suficiente para pagar os gastos das companhias distribuidoras.

Nessa semana foi aceito pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), um aumento acima de 40% nos valores da bandeira vermelha de nível 2, que no momento é a que está em vigor, em consequência da escassez de chuvas nos locais onde ficam os reservatórios das usinas hidrelétricas do país, já que esse é o mais importante fornecedor de energia no território nacional.

Com essas medidas, as distribuidoras irão captar valores adicionais que giram em torno de R$ 1 bilhão, até o fim desse ano. Mas o valor da aquisição de energia térmica até o final do ano, está estimado em R$ 6 bilhões, foi o que explicou Nelson Leite, presidente da Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica). Ele ainda acrescenta que serão necessárias outras medidas, porque os valores de custo estão bem mais altos.

Essas  bandeiras de taxa de energia  foram criadas há dois anos, para que quando acontecesse uma queda na oferta de energia, houvesse um aumento na conta do consumidor de acordo com a necessidade do momento. Com isso o consumo cai e possibilita o pagamento das distribuidoras, pela energia mais cara gerada pelas usinas termelétricas, que precisam ser ativadas quando os reservatórios de água estão baixos e a distribuição de energia pelas usinas hidrelétricas ficam em estado crítico.

Nelson Leite ainda disse que as distribuidoras já entregaram uma proposta para a Aneel, apresentando soluções para acabar com o rombo do caixa, de forma que as consequências não causem impactos significativos nos consumidores brasileiros. Mas mesmo com todas essas medidas, esse problema só deverá ser resolvido com aumentos adicionais nas contas de luz.

As distribuidoras de energia estão correndo o risco de não terem como pagar a energia, que foi produzida pelas usinas termelétricas no país.

O prazo para o pagamento das térmicas pelas distribuidoras é dia 8 e 9 de novembro, quando a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), fará a quitação das operações referentes ao mês de setembro para o mercado energético.